domingo, 19 de outubro de 2008

Disco do Mês - Death Magnetic - Metallica


Dizer que o “Death Magnetic” é melhor do que “St.Anger” é pouco, até uma covardia, porque isso seria uma tarefa das mais fáceis. “Death Magnetic” é bem mais do que isso. Apenas para começar, para a alegria geral da nação, os solos estão de volta. Sim, Kirk Hammett está novamente sentando o braço, do jeito que o povo gosta. Mesmo no primeiro single, “The Day That Never Comes” – uma ótima canção que pode ter assustado os puristas com seu jeitão mais “acessível” mas que, convenhamos, não representa com justiça a totalidade de “Death Magnetic” - vemos um músico bem mais solto, à vontade com as seis cordas, diferente daquela postura travada e introvertida do disco anterior. Esta é a grande vitória do CD.

Aliás, desde os primeiros acordes de “That Was Just Your Life”, faixa que inicia o disco com uma força muito bem-vinda, já dá para sentir que a banda inteira está em casa novamente.

Mesmo Lars Ulrich, que é sem dúvida um músico limitado em suas baquetas, desempenha seu papel com segurança, diferente do sujeito que parecia espancar aleatoriamente um monte de latões de tinta em “St.Anger”.

Com “Death Magnetic”, o Metallica abandona a tentativa de soar new metal para a molecada e volta ao seu heavy metal cheio de melodias intrincadas e músicas com mais de 6 minutos, com o baixo encorpado de Robert Trujillo enfim provando a que veio – basta escutar, por exemplo, a levada quase hardcore de “Broken, Beat & Scarred”, herança de sua passagem pelo Suicidal Tendencies, para entender a força que ele imprime na cozinha de Ulrich.

O conjunto guitarra-baixo-bateria pode ser visto funcionando como uma engrenagem bem azeitada na primeira música instrumental dos sujeitos em muito tempo, “Suicide & Redemption”. Evidentemente, seria ridículo compará-la com “Orion”, mas o resultado é bastante interessante, com a devida dose de culhões para compensar a exibição de virtuosismo.

Ah, sim, preciso confessar uma coisa: juro que torci imediatamente o nariz quando vi o tracklist oficial de “Death Magnetic” e me deparei com “The Unforgiven III”. Pensei: “Catso, precisamos de mais uma Unforgiven? Já não chega?”. No fim das contas, a música tem personalidade e musicalidade próprias, mantendo-se próxima das outras duas apenas pelo introspectivo tema do pecado e do perdão - nem a abertura é aquela mesma tradicional, tendo sido substituída por um pianinho mezzo depressivo, mezzo macabro. Sinistro, até.

Por falar em continuações, pelo tema e pelos acordes iniciais, “All Nightmare Long” parece uma seqüência não-oficial de “Enter Sandman”. Mas que os fãs do “Black Album” esqueçam daquele refrãozinho grudento que a MTV adorava. Trata-se de um dos melhores trabalhos de guitarra da dupla Hammett/Hetfield no disco, em um solo enorme, complicado e impressionante.

Você me pergunta se “Death Magnetic” tem um ponto fraco? Sim, e ele se chama “Cyanide”. É uma música dispensável, achatada, sem altos e baixos, com um instrumental repetitivo e que não acrescenta em nada ao resultado final.

Para compensar este defeito, no entanto, fechando o álbum com chave de ouro, o Metallica dispara “My Apocalypse”, uma paulada agressiva, violenta e furiosa, repleta daquela testosterona que fez uma falta danada em “St.Anger”. A canção é 100% thrash metal, com James Hetfield em sua melhor performance nos últimos anos. Concordo com os colegas que dizem que “My Apocalypse” faz lembrar até os sons mais pesados dos colegas do Slayer. Fácil. O melhor momento destas 10 faixas, sem dúvida. Ouso dizer até que está na minha lista de “melhores músicas do ano”.

Quando Rick Rubin foi chamado pelo Metallica para assumir o papel de produtor no lugar do velho parceiro Bob Rock, teve gente com a pulga atrás da orelha. Afinal, Rubin é conhecido por sua reputação como salvador de bandas querendo retomar o brilho de outrora. Isso significaria um Metallica plenamente entregue ao passado para se redimir dos últimos anos? Não.

Em “Death Magnetic”, o que temos é um Metallica amadurecido e ao mesmo tempo revigorado, que foi buscar um pouco da energia de seus primeiros discos, mas sem se apoiar neles como uma muleta.

O resultado pode não ser ainda o ideal. Mas mostra toda a potência de uma banda que, diferente do que pode ser visto no documentário “Some Kind of Monster”, parece ter reencontrado o tesão de fazer música junta. Começando por aí, o Metallica só tem a acertar. Vejamos o que o futuro reserva para eles...e para nós.

Line-Up:
James Hetfield – Vocal e Guitarra
Kirk Hammett – Guitarra
Robert Trujillo – Baixo
Lars Ulrich – Bateria

Tracklist:
1. That Was Just Your Life
2. The End of the Line
3. Broken, Beat & Scarred
4. The Day That Never Comes
5. All Nightmare Long
6. Cyanide
7. The Unforgiven III
8. The Judas Kiss
9. Suicide & Redemption
10. My Apocalypse

Fonte: http://whiplash.net/materias/cds/078644-metallica.html

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Freedom



Na verdade, eu nem precisaria comentar sobre o vídeo, mas como eu gosto de falar bastante, eu registrei uma pequena observação:

Para ser salvo, você não precisa estar na igreja Moderna, Tradicional, Católica, "Essa do Metal" e etc... Ou ser certinho, ter cabelo cortado, não possuir tatuagens, se vestir de tal forma...

Eu sou livre e você pode ser também,

Basta aceitar Jesus como Salvador...

Viva a diferença!

Amém

Ps: Alice Coopper, citado no vídeo é homem. =P

domingo, 14 de setembro de 2008

"Pau que nasce torto nunca se endireita..."


Não! Não é uma reflexão sobre a música da banda "É o Tchan"
Mas uma simples mensagem que eu ouvi hoje, e eu senti a vontade de registrar por aqui.

Por mais torto ou até mesmo podre que o pau seja...

Sempre existirá uma pessoa que acredita na possibilidade de um dia esse pau se transformar em uma arte.

Jesus era um carpinteiro... Pegava madeiras que sozinhas não tinham beleza, mas que ao tocá-las, transformava-as em belas peças. O mesmo ele ainda faz nos dias de hoje, mas com as nossas vidas, que antes não tinham sentido e hoje nós sabemos o propósito da existência.

Que possamos acreditar mais nas pessoas e nas mudanças de caráter.

Deus nos abençoe!

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Ansiedade - Parte 1

[...] Um mês atrás, eu estagiava no Hospital Universitário da UFES, vivia minha vida boa por lá, calma, tranquila, sem muita correria e no final de todo mês entrava dinheiro na minha conta. Mas, como todo ser humano, eu não estava satisfeito, queria mais do que aquilo, e já estava tudo programado na minha cabeça..quando eu ia sair do estágio, aonde eu iria estagiar e o porquê da minha mudança.

Vale lembrar, que a partir da metade do primeiro semestre, eu não estava com aquela dedicação total para com Deus, foi uma fase que a Universidade me consumiu e muito. Era de Segunda a Sexta das 07:00 às 11:00, depois tinha o estágio de 13:30 às 17:30 e para completar o dia tinha aula a noite também na Universidade das 19:00 às 23:00.

Venho dizer que esse não é o melhor caminho a seguir, não me arrependo, mas eu não consegui absorver todos os conteúdos necessários de cada matéria.

Diante dessa situação, é que Deus me surpreende... Minha programação seria no dia 08 de agosto sair do estágio, e começar noutro estágio no dia 11. E quando eu comecei a pensar em procurar o estágio... Uma pessoa me liga do BANESTES [o estágio que eu tinha como objetivo], dizendo que eu tinha entrevista marcada para segunda feira e etc. Na hora, a minha reação foi: “Deus? Por que você está dando esta oportunidade para mim? Acho que não mereço!”

Porém, Deus, não faz as coisas assim tão simples e prontas. Ele tem as suas técnicas. =D Fui à entrevista, mas não fui contratado... O horário batia com o da Universidade. Mas o entrevistador, que por sinal é muito gente boa, me indicou para o outro setor e eu fiquei a espera... Neste período, foi o mais complicado, a minha namorada acabara de ir embora, o meu estágio não saiu como planejado, conseqüentemente, minhas emoções ficaram totalmente bagunçadas, e isso resultou em quase uma depressão, tudo bem, não é para tanto.

Na mesma semana, eu recebi uma ligação do setor o qual eu tinha sido indicado. Fui a entrevista e fui contratado. Exatamente no dia 11 comecei a trabalhar. Começo só agora perceber os cuidados de Deus para com minha pessoa. No meu ambiente de trabalho, eu tenho a companhia de 5 pessoas que são cristãs, isso me deixou muito feliz. Pois, ali eu me sentirei bem pelo tempo que eu estarei.


O que me resta, é só agradecer a Deus pelo seu amor.


Um grande Abraço a todos.

Disco do Mês - Setembro

Como todo trabalho do Dream Theater, "Octavarium" é complexo e extremamente bem executado. A primeira música, "The Root Of All Evil", inicia o álbum de forma soberba, mantendo a tradição das faixas de abertura da banda, como "Overture 1928", "New Millenium" e "The Glass Prison". Com muito peso, nota-se de cara o destaque óbvio para as guitarras de John Petrucci e a bateria de Mike Portnoy, mas toda a banda se mostra homogênea e extremamente sólida, com as intricadas linhas de cada instrumento se interligando entre si. A letra desta canção dá continuidade ao processo de exorcismo dos problemas com álcool enfrentados por Mike Portnoy e James Labrie, já abordado em canções anteriores como "The Glass Prison". Vale mencionar também o belo refrão, que resgata alguns trechos de "This Dying Soul", do álbum "Train Of Thought". Típica música do Dream Theater, abrindo o álbum exatamente com aquilo que os fãs queria ouvir.

As primeiras notas de "The Answer Lies Within" nos remetem ao hit "My Immortal", do Evanescence, mas os fãs mais radicais não precisam torcer o nariz, já que Jordan Rudess mostra mais uma vez todo o seu talento e constrói um arranjo belíssimo, em uma das melhores baladas do grupo. Uma música agradável, que viraria hit com facilidade e levaria o nome do DREAM THEATER para um número muito maior de pessoas, caso este fosse o desejo da banda.

"These Walls" mais uma vez traz Jordan Rudess como destaque, principalmente no final, onde a música cresce sobre suas frases de teclado, em um resultado empolgante. A faixa seguinte, "I Walk Beside You", é a mais pop, e traz influências claras de U2, com a voz de Labrie lembrando, e muito, os vocais de Bono no refrão. Provavelmente será a faixa mais discutida de "Octavarium" pelos fãs das antigas do grupo, e mais uma vez mostra a inigualável capacidade dos cinco integrantes do DT, que saem de seu habitat natural e se arriscam em um terreno totalmente diferente mantendo a alta qualidade do seu trabalho.

Contrastando com "I Walk Beside You", "Panic Attack" traz o tradicional DREAM THEATER que os fãs aprenderam a amar, em uma canção pesadíssima e cheia de andamentos quebrados, que é certamente um dos principais destaques do álbum. Mike Portnoy simplesmente destrói tudo nesta canção, enquanto Jordan Rudess e John Petrucci somam suas forças para dar ainda mais peso à canção.

Mas o grande destaque do álbum, aquelas músicas que vão fazer o fã lembrar de "Octavarium" mesmo após anos de seu lançamento, ficaram guardadas para o seu final. Trechos de diversas notícias sobre os acontecimentos de 11 de setembro de 2001 dão início aos mais de onze minutos de "Sacrificed Sons" (vale lembrar que a banda retirou do mercado o ao vivo "Live Scenes From New York", lançado no mesmo dia dos atentados, e que trazia as torres gêmeas em chamas na capa, em uma bizarra coincidência). O clima fica tenso e melancólico até os quatro minutos, onde a música dá uma virada e a banda começa a viajar instrumentalmente, para a alegria dos fãs. Perfeita, perfeita, absolutamente perfeita, e com direito a arranjos orquestrais que tornam o final ainda mais apoteótico.

Já "Octavarium", a música, gerou comentários de que seria a nova "A Change Of Seasons" pela sua duração. Mas, ao longo dos seus mais de 24 minutos, o que se vê em cada nota, em cada detalhe, é a união da genialidade, da sensibilidade e da capacidade técnica de todos os cinco integrantes do grupo. Falar de Mike Portnoy, John Petrucci e Jordan Rudess é chover no molhado. Eles são as estrelas maiores do DT, o alicerce que mantém a banda viva (se alguém tem dúvida disso, é só olhar para trás e ver todo o histórico do grupo, e a nova vida que a entrada de Rudess, em 1999, deu à banda). Já o sempre discreto John Myung, que apesar da técnica incrível sempre ficou em segundo plano (mais por vontade própria e temperamento, já que assistindo ao DVD "Live At Budokan" é fácil perceber o quanto a presença e personalidade de Portnoy, Petrucci e Rudess o ofusca), em "Octavarium" sai da toca e nos entrega andamentos jazzísticos onde mostra todo o seu talento. Quanto a James Labrie, ele merece um parágrafo a parte.

Sempre apontado como o patinho feio do Dream Theater, frequentemente acusado de não estar a altura dos demais membros da banda, em "Octavarium" Labrie lava a alma e mostra que é, sim, um excepcional vocalista. Deixando totalmente para trás os agudos irritantes do passado, neste álbum ele se concentra nos aspectos mais graves de sua voz, a transformando realmente em mais um instrumento na sonoridade única do grupo. Com toda a certeza está registrada em "Octavarium" a melhor performance de James Labrie em toda a sua carreira com o Dream Theater. Um tapa na cara dos seus inúmeros críticos, que ficarão felizes em dar o braço a torcer em troca de ver enterrados os timbres irritantes que o vocalista insistia em colocar em canções mais antigas como "Pull Me Under".

A produção mais uma vez ficou a cargo de Mike Portnoy e John Petrucci, e está excelente. Analisado com calma, "Octavarium" se coloca facilmente entre os melhores álbuns do Dream Theater, ao lado de "Scenes From A Memory", "Images & Words", "Awake" e "Six Degress Of Inner Turbulence".

Um álbum para se ter em casa e curtir por muito tempo.

Faixas:

1. The Root Of All Evil
2. The Answer Lies Within
3. These Walls
4. I Walk Beside You
5. Panic Attack
6. Never Enough
7. Sacrificed Sons
8. Octavarium

Fonte: http://whiplash.net/